Estratificação de Risco: uma ferramenta essencial para municípios que desejam reduzir doenças endêmicas

Por Wellington Souza Sacramento
Gestor e proprietário da WSMF Consultoria em Gestão em Saúde
Graduado em Gestão em Saúde Pública pela Uniasselvi
Mais de 30 anos de atuação na área de endemias e vigilância em saúde
Ao longo de mais de 30 anos atuando na área de endemias, acompanhando equipes de Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e realizando treinamentos em diversos municípios da Bahia, aprendi uma lição fundamental: o combate às doenças endêmicas precisa ser planejado com base em dados, território e prioridades.
Durante muitos anos, diversos municípios distribuíram equipes de forma igualitária pelo território, mesmo quando os casos e focos do vetor estavam concentrados em áreas específicas. Esse modelo, apesar do esforço das equipes, muitas vezes não alcança os resultados esperados, porque trata todas as localidades como se apresentassem o mesmo risco.
É nesse contexto que a estratificação de risco se torna uma ferramenta essencial para a gestão municipal.
O que é estratificação de risco?
A estratificação de risco organiza o território municipal conforme o grau de risco para transmissão de doenças endêmicas, especialmente as relacionadas ao Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika.
Essa análise considera indicadores como:
- número de casos notificados;
- histórico de transmissão;
- índices entomológicos;
- presença de criadouros;
- vulnerabilidade territorial;
- dados de ovitrampas e monitoramento vetorial.
Com essas informações, o município deixa de atuar apenas de forma reativa e passa a trabalhar de maneira planejada, técnica e preventiva.
Por que a estratificação é importante?
A estratificação permite identificar áreas prioritárias e direcionar melhor os recursos, fortalecendo as ações da vigilância epidemiológica e entomológica.
Na prática, ela ajuda o município a:
- priorizar bairros com maior risco;
- organizar melhor o trabalho dos ACEs;
- reduzir desperdício de tempo e recursos;
- melhorar a resposta antes dos períodos epidêmicos;
- apoiar decisões com base em evidências.
Além disso, contribui para valorizar o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias, permitindo atuação mais estratégica e eficiente no território.
Os dados reforçam a importância do planejamento
O Brasil enfrentou, em 2024, um dos maiores cenários de dengue da história, com aproximadamente 6,6 milhões de casos prováveis. Em 2025, mesmo com redução nacional, o país ainda registrou cerca de 1,7 milhão de casos.
Na Bahia, houve redução significativa: 32.715 casos prováveis de dengue em 2025, contra 232.645 em 2024. Esses números demonstram que organização, monitoramento e planejamento fazem diferença no controle das arboviroses.
O papel da WSMF Consultoria
A WSMF Consultoria em Gestão em Saúde apoia municípios no fortalecimento das ações de vigilância e controle de endemias, oferecendo soluções como:
- estratificação de risco;
- reconhecimento geográfico;
- monitoramento com ovitrampas;
- capacitação de ACEs;
- análise de indicadores;
- apoio ao planejamento municipal.
Nossa proposta é ajudar os municípios a avançarem para uma gestão baseada em dados, território e resultados.
Conclusão
A estratificação de risco é uma ferramenta de gestão e tomada de decisão. Municípios que desejam reduzir casos de dengue, chikungunya e zika precisam conhecer melhor seu território e direcionar suas ações de forma inteligente.
Depois de décadas atuando na área de endemias, posso afirmar com segurança: quem conhece o território planeja melhor; quem planeja melhor combate melhor; e quem combate melhor protege mais vidas.
WSMF Consultoria em Gestão em Saúde
Soluções Inteligentes em Vigilância Epidemiológica e Controle de Endemias.
